Usina de queima de lixo provoca atrito entre Carapicuíba e Barueri

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De acordo com vereador, não está definida a qual cidade pertence a área escolhida / Foto: Reprodução

De acordo com vereador, não está definida a qual cidade pertence a área escolhida / Foto: Reprodução
De acordo com vereador, não está definida a qual cidade pertence a área escolhida / Foto: Reprodução

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William Galvão

A proposta de instalação de uma usina de incineração de lixo na divisa entre Carapicuíba e Barueri está gerando uma crise entre as duas cidades. Na quinta-feira, 13, representantes da sociedade civil e movimentos socioambientais se reuniram com o presidente do Legislativo de Carapicuíba, Alexandre Pimentel (PT), para definir ações na tentativa de impedir a construção da usina.
Para eles, a queima do lixo cria novos riscos à saúde por liberar substâncias perigosas e prejudica o trabalho de milhares de catadores.

“Usina não pode ser construída em área de preservação”

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Segundo Pimentel, além da tecnologia inadequada, outras questões comprometem o empreendimento. “Primeiro porque não está definido a qual cidade pertence a área escolhida para a construção da usina. E a usina não pode ser construída porque essa área é uma zona de preservação ambiental”, afirmou.
Para o advogado ambiental Virgílio Alcides de Farias, o caso deve ser levado ao judiciário e pode até chegar ao STF. “É preciso que o movimento dos catadores e seus parceiros deixem de conversa entre quatro paredes e façam mobilização séria contra a incineração, só aí teremos base para falar pelo povo”, argumentou.

De acordo com o mestre em saúde ambiental Dan Moche Schneider, apesar de a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) ser um avanço para o Brasil, tem falhas. “O lobismo conseguiu aprovar em um de seus artigos a construção de incineradoras”, disse.
A usina é fruto de uma parceria público-privada entre a prefeitura de Barueri e a empresa Foxx. O empreendimento vai custar R$ 160 milhões.

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Ações tentarão impedir obra na divisa

A diretora de projetos do Instituto de Projetos e Pesquisas Socioambientais Luciana Lopes, elaborou a pauta da reunião. Segundo ela, serão adotadas três estratégias: uma técnica, com a elaboração de um documento contrário à construção da usina embasado pelo apoio popular; outra política, através de audiências públicas com os prefeitos de Carapicuíba, Barueri e Santana de Parnaíba; e a medida jurídica, por meio de ação popular, ação civil pública e do Ministério Público.

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