Artistas de Osasco discutem nova eleição do Conselho de Cultura

1
Auditório ficou lotado de artistas para debater a Cultura / Foto: Eduardo Metroviche

Auditório ficou lotado de artistas para debater a Cultura / Foto: Eduardo Metroviche
Auditório ficou lotado de artistas para debater a Cultura / Foto: Eduardo Metroviche

publicidade

Carol Nogueira

Na quarta- feira, 15, artistas de Osasco participaram de uma plenária na Escola de Artes César Antônio Salvi para eleger a comissão eleitoral do Conselho Municipal de Política Cultural de Osasco (Comcultura) e discutir os critérios de votação da próxima eleição de conselheiros, que deve ocorrer em fevereiro.

Plenária dia 23 vai definir candidatos

publicidade

A comissão eleitoral eleita é formada por oito representantes de cada expressão artística: artes cênicas, música, dança e capoeira, artesanato, literatura, áudiovisual, artes plásticas e grafite e patrimônio artístico, histórico e cultural e mais dois representantes da Secretaria Municipal de Cultura.

Entre as sugestões para as diretrizes da próxima eleição foram citadas eleições transparentes, voto a partir de 16 anos para qualquer morador de Osasco ou com atuação comprovada na cidade, voto em apenas um representante da área de interesse ou trabalho, sem chapas e que todos os candidatos ao conselho sejam submetidos a formação sobre o Comcultura e suas atribuições.

publicidade

Para definir quem serão os candidatos, data da eleição e quais serão os critérios fixados na hora da votação, haverá uma nova plenária no dia 23, às 19h, na Escola de Artes, localizada na rua Tenente Pires de Azevedo, 360, Centro.

O músico Lucas Laranjeira, do coletivo Pomba Rock, pretende se candidatar ao conselho. “É um canal entre o poder público e o artista, mas muitos não sabiam da existência desse conselho. Acho que não houve um esforço para isso. Essa visibilidade seria facilmente atingida com cartazes onde os artistas costumam se apresentar. Tenho muitas ideias para as bandas e mesmo que eu não seja eleito, quero que alguém execute”, disse.

O suplente do Comcultura Iohann Iori Thiago admite que a falta de formação por parte dos conselheiros atrapalhou um pouco as ações e o diálogo com os artistas. “Faltou entender o que dizia a lei, o regimento interno, o Sistema Nacional de Cultura, as deliberações do Conselho Nacional de Políticas Culturais e manter o diálogo com cada segmento artístico. Com certeza a nova gestão, se tiver consciência dos norteadores, terá mais efetividade”, relatou.

Órgão ainda precisa de grupo gestor

Aprovada em 2011, a Lei 4.501, que institui o Conselho de Cultura em Osasco, foi o primeiro passo para que a cidade fizesse parte do Sistema Nacional de Cultura. Composto por 18 membros, sendo a maior parte da sociedade civil, o Comcultura tem a função de estabelecer o diálogo entre o poder público e os artistas.

Em dois anos de atividade foi criado apenas um edital de ocupação de espaços públicos na cidade. Das apresentações com bilheteria, 10% foi destinado ao Fundo Municipal de Apoio a Cultura, que ainda não pode fazer movimentações ou receber verbas do Ministério da Cultura pela falta de um grupo gestor.

Outro passo importante para que o município faça parte do SNC é a elaboração do plano municipal de cultura, coordenado pela secretaria e conselho de cultura, coletando informações da população e do próprio governo, por meio das conferências e fóruns.

De acordo com o vice- presidente e conselheiro José Carlos da Silva (Índio) foram realizadas três conferências municipais e uma equipe formada por um membro da secretaria de planejamento, cultura e conselho fizeram o plano, que ainda terá de passar por aprovação. “Na conferência nacional do ano passado, eu representei a cidade e trouxe publicações fornecidas pelo Ministério da Cultura sobre como elaborar o plano, metas e fomento para assessorar o Comcultura e ajudar os municípios vizinhos”, disse.

 

 

Comentários