Comissão investiga descarte irregular de lixo

Comissão investiga descarte irregular de lixo

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Apesar do nome, maior parte da Lagoa de Carapicuíba está no território de Barueri / Foto: Eduardo Metroviche

Apesar do nome, maior parte da Lagoa de Carapicuíba está no território de Barueri / Foto: Eduardo Metroviche
Apesar do nome, maior parte da Lagoa de Carapicuíba está no território de Barueri / Foto: Eduardo Metroviche

William Galvão

A Câmara Municipal de Barueri criou uma Comissão de Assuntos Relevantes para apurar a situação da Lagoa de Carapicuíba. De acordo com o presidente da Comissão, vereador Junior Munhoz (PRP), a comissão vai atender às denuncias feitas por moradores de que há despejo irregular de resíduos no local.

Água está contaminada por metais pesados

A lagoa recebe há anos materiais do rio Tietê, que precisou aumentar sua calha. Em contrapartida, o governo do Estado de São Paulo construiu o atual Parque da Lagoa como compensação ambiental. Recentemente, um relatório divulgado pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), encomendado pelo Ministério Público Federal, comprovou a presença de metais pesados na água, como cadmio e cromo, danosos à saúde humana. A contaminação já atinge o lençol, segundo o relatório.

“O interesse de Barueri é parar isso o quanto antes, Carapicuíba já fez, em tese, a sua parte, agora nós precisamos lutar pra que Barueri também não seja contaminada”, explica Munhoz. Segundo ele, 70% do solo onde está localizada a Lagoa pertence a Barueri. Munhoz já conseguiu juntar alguns documentos, como fotos de caminhões despejando lixo no local.
Às margens da lagoa há uma favela. No local, moradores muitas vezes utilizam a água da lagoa, nadam e criam animais nas proximidades. “Quando falta água a gente usa pra tomar banho”, disse a dona de casa Ana Conceição da Silva. “A gente nunca usou pra fazer comida porque sabe que não é boa”.

A maioria dos moradores consultados pela reportagem não sabe da situação da lagoa. A comissão deve terminar a investigação no primeiro semestre de 2014 e repassar o caso para aos órgãos regulatórios e ao poder público.

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