Coronavírus: na Itália, ator denuncia que está preso em casa junto ao corpo da irmã infectada

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Foto: reprodução

O ator italiano Luca Franzese, que participa da série “Gomorra”, desabafou, em vídeo (assista abaixo), sobre o fato de estar preso em casa, na Itália, junto ao corpo de sua irmã, que morreu ser diagnosticada com o novo coronavírus (Covid-19).

“Minha irmã morreu ontem, provavelmente por causa do vírus, e estou esperando respostas desde a noite passada. Estamos arruinados. A Itália nos abandonou. Vamos ficar fortes juntos. Compartilhe este vídeo em qualquer lugar”, declarou o ator. Outros três membros da família dele estão infectados.

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Além disso, uma mulher está isolada em casa junto ao corpo do marido, na cidade italiana de Borghetto Santo Spirito. A proibição da retirada do corpo e da saída da mulher do local ocorre devido às restrições de quarentena na região.

O procedimento adotado proíbe que qualquer pessoa se aproxime do corpo durante o período. “Infelizmente, temos um protocolo de segurança que devemos seguir”, afirmou o prefeito da região, Giancarlo Canepa.

Devido ao crescimento do novo coronavírus, a Itália tem restrições de circulação por todo o país desde segunda-feira. É o segundo país em número de infectados, com mais de 9 mil casos confirmados e 463 mortes, atrás apenas da China.

Organização Mundial da Saúde declara pandemia

Agência Brasil

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, declarou hoje (11) que a organização elevou o estado da contaminação pelo novo coronavírus como pandemia. O anúncio surge quando há mais de 120 países com casos declarados de infeção.

A mudança de classificação não se deve à gravidade da doença, e sim à disseminação geográfica rápida que o Covid-19 tem apresentado. “A OMS tem tratado da disseminação [do Covid-19] em uma escala de tempo muito curta, e estamos muito preocupados com os níveis alarmantes de contaminação e, também, de falta de ação [dos governos]”, afirmou Adhanom no painel que trata das atualizações diárias sobre a doença.

“Por essa razão, consideramos que o Covid-19 pode ser caracterizado como uma pandemia”, explicou durante a conferência de imprensa em Genebra.

Adhanom  disse que mudança ocorre depois que, nas últimas duas semanas, o número de casos fora da China se multiplicou por 13.

Para evitar criar o pânico, ele acrescentou, “não podemos dizer isto de forma mais clara ou contundente. Todos os países podem mudar o curso desta pandemia”.

“Estamos nisto juntos e precisamos de fazer com calma aquilo que é necessário”, frisou o responsável da OMS.

O diretor-geral para situações de emergência, Mike Ryan, sublinhou por sua vez que a utilização da palavra “pandemia” é meramente descritiva da situação e “não altera em nada aquilo que estamos fazendo”.

No Brasil, ministro confirma 37 casos do novo coronavírus

O número de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil subiu para 37. O dado foi divulgado pelo Ministério da Saúde hoje (11). O balanço registra três novos casos em relação ao divulgado ontem (10), quando foram contabilizados 34 casos.

Entre os novos casos confirmados foram identificados um novo no Rio Grande do Sul e dois novos no Rio de Janeiro. No total, São Paulo concentra a maioria das pessoas infectadas (19), seguido de Rio de Janeiro (10), Bahia e Rio Grande do Sul (2) e Alagoas, Espírito Santo, Minas Gerais e Brasília (um caso em cada).

Em Brasília, no entanto, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou um segundo caso. Trata-se do marido da primeira paciente confirmada em Brasília.

Os casos suspeitos ficaram em 876, um pouco abaixo do total registrados ontem (893). Já os casos descartados somaram 880. A taxa de letalidade (a proporção de mortes em decorrência do vírus pelo número de casos) está em 3,4%.

No panorama global, o número de casos continua subindo. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, que monitora o novo coronavírus em parceria com institutos e ministérios de saúde de diversos países, 121.564 pessoas foram diagnosticadas com Covid-19. O número de mortes, no momento da reportagem, é de 4.373. O número de pessoas que não apresentam mais sintomas após terem sido diagnosticadas – portanto, consideradas curadas – está em 66.239.

Foco nos idosos

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou hoje (11) ao divulgar boletim de atualização sobre o novo coronavírus que o foco das ações está em “proteger idosos e pessoas com saúde debilitada, principal grupo de risco do coronavírus”. (Agência Brasil)

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