Em defesa da Educação

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É curioso que as análises da mídia em geral, para a problemática dos professores do Rio de Janeiro, tenha a tendência a concentrar-se nas práticas dos black blocs e a infrutífera discussão sobre a legalidade ou legitimidade de seus métodos e práticas. Essa é uma análise sociológica válida, claro, mas ao tornar-se o foco central do atual debate serve ao único propósito de esvaziar o verdadeiro “x” da questão: o sucateamento da Educação e da profissão de professor.

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As verdadeiras perguntas são até quando, e onde, o Brasil acredita que conseguirá seguir uma trilha de desenvolvimento de desbravamento de mercados como um emergente sem uma discussão realmente séria acerca da qualidade de ensino? E esse debate importante passa, invariavelmente, pela rediscussão dos salários, condições de trabalho e incentivos à atuação dos profissionais da Educação.

É preciso deixar de olhar o estudante do ponto de vista da estatística

É sintomático que a Universidade São Paulo (USP), única do Brasil que até 2012 figurou no ranking das 200 melhores do mundo, tenha perdido esse posto. E apesar dos esforços do governo federal na criação de oportunidades de formação superior com programas como o ProUni, FIES, entre outros, pouco avançaremos se os estados e municípios continuarem falhando tão flagrantemente na formação básica dos estudantes, desde a educação infantil até o ensino médio.

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Em defesa da Educação, é preciso deixar de olhar o estudante do ponto de vista da estatística de evasão; deixar de desdobrar métodos que meramente busquem pregar os alunos à cadeira escolar. Agindo assim, e fornecendo ferramentas adequadas aos educadores – traduzidas em salários, condições e formação – seguramente estarão dadas as condições para que o próprio processo estimule os estudantes a cumprirem toda sua jornada.

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