Mais Médicos tem pouca adesão na região

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Entidades da classe médica têm protestado contra programa /Foto: Valter Campanato/ABr
Entidades da classe médica têm protestado contra programa /Foto: Valter Campanato/ABr

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Leandro Conceição

A adesão de profissionais que escolheram trabalhar na região pelo programa Mais Médicos tem sido baixa. Até terça-feira, 6, segundo o Ministério da Saúde, apenas dois profissionais haviam sido inscritos para trabalhar em Barueri e dois em Carapicuíba. Osasco teria recebido apenas uma inscrição, segundo informações preliminares e extraoficiais do secretário de Saúde, José Amando Mota, ao Visão Oeste nesta quinta, 8. A cidade solicitou 95 médicos ao programa.

“Esperamos muito mais”, diz secretário

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Amando Mota atribui a baixa procura a fatores como a escassez de profissionais em especialidades solicitadas, como pediatria e ginecologia. “Esperamos muito mais, vou continuar torcendo para que médicos inscritos escolham Osasco para trabalhar”.
Terminou nesta quinta o prazo para os médicos escolherem os municípios onde devem trabalhar. Até terça, 6, de acordo com o Ministério da Saúde, 45 profissionais haviam sido inscritos para trabalhar em 21 municípios paulistas. O número de médicos equivale a 2,4% da demanda das cidades do estado.

Em todo o país, até terça (06), 938 médicos, que correspondem a 6% da demanda de 15.460 profissionais apontada pelos municípios, haviam aderido ao programa para trabalhar em 404 cidades. Os profissionais selecionados pelo Mais Médicos começam a trabalhar no início de setembro.

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Nova fase de inscrições começa dia 15

No dia 15, o ministério abrirá novas inscrições para o Mais Médicos. Os profissionais brasileiros têm prioridade no preenchimento das vagas. As remanescentes serão oferecidas primeiramente a brasileiros graduados no exterior e em seguida aos estrangeiros. Durante a primeira etapa de inscrições, 1,9 mil candidatos com registro profissional de mais de 60 países manifestaram interesse em participar do programa.
Os médicos do programa receberão bolsa federal de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, mais ajuda de custo, e farão especialização em Atenção Básica durante os três anos do programa.
Entidades de classe têm feito protestos contra a medida provisória que cria o Mais Médicos. “Nós queremos ir [para o interior], desde que esse governo nos dê estrutura para trabalhar”, disse o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Avila.

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