Início Opinião Miguel Torres: Sindicalismo atuante exige mudanças

Miguel Torres: Sindicalismo atuante exige mudanças

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Miguel Torres, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM)

Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Miguel Torres, presidente da Força Sindical

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Para manter os direitos dos trabalhadores e evitar o aumento do desemprego, o movimento sindical irá intensificar a luta contra a recessão, por meio da mobilização dos trabalhadores, e exigir do governo mais rapidez na adoção de medidas que beneficiem a classe trabalhadora e recoloquem o Brasil nos trilhos do desenvolvimento econômico e social.

São enormes os desafios. Precisamos, no mínimo, e emergencialmente, atenuar o cenário de 12 milhões de desempregados no País, de forma a frear o aumento das desigualdades sociais, da pobreza e impedir que o problema caminhe para a violência e conflitos mais graves.

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Que realidade triste estamos vivendo, com famílias inteiras sendo jogadas nas ruas pelo desemprego, sistema de saúde precário, sem recursos e sem capacidade de atendimento, falta de moradia, de uma política de capacitação profissional e tantas outras necessidades básicas.

É dentro dessa realidade que querem fazer reforma da Previdência Social, com aumento do tempo de contribuição, idade pra aposentar, desvinculando os aumentos do salário-mínimo dos benefícios previdenciários para, em seguida, fazer uma reforma trabalhista que facilite tudo para o setor empresarial? O preço a pagar pela sociedade será mais alto do que se imagina.

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Os trabalhadores têm propostas para contribuir para o crescimento: o Compromisso pelo Desenvolvimento, o programa de Sustentabilidade Veicular (Renovação da Frota de Veículos), para gerar milhões de empregos na cadeia automotiva, e a Pauta Trabalhista, que prevê a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, a recomposição do poder de compra das aposentadorias, a correção da tabela do Imposto de Renda e a queda dos juros, entre outras reivindicações de amplo alcance social.

Junto à luta pela manutenção dos direitos, lutamos também por reajustes salariais para as diversas categorias durante o ano todo, pois o aumento real aumenta o poder de compra, fomenta o comércio e gira a economia.

É preciso mudar o rumo das coisas no País, mas com respeito aos direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo da história, gerando empregos e garantindo cidadania, justiça social e uma vida melhor para todos.

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