Montadoras brasileiras sofrem queda 7,6% nas vendas de carros

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A Anfavea e mais 18 entidades elaboraram um programa para substituição da frota de veículos no país / Foto: Marcelo Camargo/ABr

Presidente da Anfavea projeta recuperação do mercado nos próximos meses / Foto: Marcelo Camargo/ABr
Presidente da Anfavea projeta recuperação do mercado nos próximos meses / Foto: Marcelo Camargo/ABr

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O setor automobilístico fechou o primeiro semestre em baixa nas vendas de carros. Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), os resultados dos primeiros meses de 2014 representam uma queda de 7,6% no licenciamento de veículos, comparando as 263,6 mil unidades comercializadas em junho desde ano, com as 318,6 mil do mesmo mês de 2013.
As exportações também ficaram 35,4% abaixo do esperado, em relação a mesmo período do ano passado. Foram 169,5 mil no primeiro semestre deste ano contra 262,3 mil em 2013. Com essa queda a produção foi cortada em 16,8%.

Para o segundo semestre a Anfavea aposta no crescimento da indústria automobilística. De acordo com o presidente da entidade, Luiz Moan Yabiku Junio os desafios dos primeiros meses de 2014 foram superados. “As turbulências que pairaram sobre o setor neste primeiro semestre estão sendo superadas e o viés agora é de crescimento. Ainda há um cenário de forte restrição ao crédito, que se for minimizado poderá funcionar como catalisador do desempenho”.
Para fechar 2014, a Anfavea faz uma projeção ainda negativa de 5,4% nos licenciamentos, 10% na produção e 29,1% de exportação, entretanto melhor que no primeiro semestre.

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IPI reduzido será mantido 

No dia 30 de junho o ministro da Fazenda, Guido Mantega anunciou que o IPI (Imposto sobre Produtos industrializados) continua reduzido para automóveis. Na ocasião o ministro também informou o compromisso de manter o emprego dos trabalhadores da indústria e acredita que a medida vai contribuir para aumentar as vendas de veículos.
Com isso, os automóveis de até 1.000 cilindradas e utilitários permanecem com a alíquota de 3%; até 2.000 (flex), de 9%; e 2.000 (gasolina), 10%. A renúncia fiscal estimada é de R$ 800 milhões entre julho e dezembro, somando R$1,6 bilhão no ano.

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Segundo Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, se o IPI fosse elevado, o panorama previsto para o segundo semestre poderia ser comprometido. “Cada ponto porcentual de aumento do imposto incidiria um aumento no preço de 1,1% e impacto de 2,6% de queda no mercado”, disse.
Sobre os empregos, o presidente da entidade disse que o setor vem mantendo o quadro e os desligamentos ocorridos fazem parte de um programa de demissão voluntária, voltado para trabalhadores que estão prestes a se aposentar.

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