Paulinho da Força: Divagações de palpiteiros de plantão sobre a Previdência

0
Brasília - Entrevista com o Paulinho da Força Sindical chega para falar com Michel Temer. (Antônio Cruz/ Agência Brasil)

Brasília - Entrevista com o Paulinho da Força Sindical chega para falar com Michel Temer. (Antônio Cruz/ Agência Brasil)
Paulo Pereira da silva é presidente da Força Sindical (Antônio Cruz/ Agência Brasil)

publicidade

A Força Sindical repudia qualquer tentativa de se fazer uma reforma da Previdência que venha a retirar direitos dos trabalhadores. As afirmações de setores do governo, divulgadas em veículos de comunicação, revelando que irão mexer em direitos, são inoportunas e parecem divagações de palpiteiros de plantão.

Entendemos que qualquer mudança na Previdência deva ser amplamente discutida com a sociedade e com os representantes dos trabalhadores, de forma democrática e transparente. É estranho e temerário tentar fazer uma reforma às pressas e na calada da noite.

publicidade

As medidas, como idade mínima e piso para as aposentadorias por invalidez, são inaceitáveis porque prejudicam quem ingressa mais cedo no mercado de trabalho ou quem necessita se aposentar por problemas relativos à saúde. Ressaltamos que fazer mudanças no regime de Previdência como parte do ajuste fiscal aplicando medidas que só resultam em prejuízos para os trabalhadores é uma forma perversa de fazer somente a classe trabalhadora pagar a conta dos desmandos e erros dos últimos governos.

As centrais sindicais já apresentaram propostas para melhorar a arrecadação e a eficiência da Previdência Social. Entre as propostas estão: vender mais de 3 mil imóveis do INSS em todo o país, regulamentar a contribuição previdenciária do agronegócio e rever as desonerações de folhas de pagamentos das empresas e das chamadas filantrópicas.

publicidade

A Previdência Social é um patrimônio do trabalhador e do cidadão brasileiro. Qualquer alteração precisa ter como princípio que os aposentados recebam benefícios com valores suficientes para ter uma vida digna. Vamos resistir a mais este ataque a direitos e conquistas que, a duras penas, foram acumulados ao longo da história de lutas da classe trabalhadora brasileira.

Comentários