Um metalúrgico sofre acidente grave a cada 15 dias, diz estudo

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Sindicato vai propor mobilização de trabalhadores e cipeiros / Foto: Eduardo Metroviche
Sindicato vai propor mobilização de trabalhadores e cipeiros / Foto: Eduardo Metroviche

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No próximo dia 17, um estudo preliminar sobre acidentes de trabalho deve ser divulgado durante o 35º Ciclo de Debates, em Osasco. A pesquisa apontou que a cada 15 dias um trabalhador é vítima de acidente grave nas metalúrgicas espalhadas pelos 12 municípios da base do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região.
São trabalhadores com faixa etária entre 20 e 42 anos que tem dedos, mãos, braços esmagados, queimados ou amputados por prensas e outros equipamentos desprotegidos. O laudo indica ainda que a cada três meses e meio um pai ou uma mãe de família morre enquanto exerce sua atividade profissional.

Pesquisa analisou 99 casos de acidentes considerados graves 

O estudo analisou 99 acidentes de trabalho considerados graves que chegaram ao conhecimento do Sindicato nos últimos quatro anos. Os casos se repetem inclusive em empresas listadas pela Gerência Regional do Trabalho como prioritárias para o Programa Metalúrgico, que fiscaliza riscos de acidentes no trabalho com prensas, máquinas e equipamentos.

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Durante a apresentação do estudo completo, o Sindicato vai propor uma mobilização de trabalhadores, cipeiros, empresas e agentes públicos pela garantia do cumprimento da lei e fortalecer o enfrentamento dessa situação. O objetivo é promover um ambiente de trabalho que preserve a vida, a saúde e a integridade física e mental dos trabalhadores.

Trabalhador de Parnaíba testa mão feita por impressora 3D / Foto: Divulgação
Trabalhador de Parnaíba testa mão feita por impressora 3D / Foto: Divulgação

Trabalhador testa mão mecânica

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Ricardo Cesar Coura, de 36 anos, sofreu um acidente na Huffix, metalúrgica localizada em Santana de Parnaíba, em dezembro do ano passado, e teve suas duas mãos amputadas. Após mobilizar a
Superintendência Regional do Trabalho na fiscalização da empresa, o metalúrgico é o primeiro paciente a testar, no Brasil, uma mão mecânica confeccionada em plástico por uma impressora 3D. Apesar do custo com o material necessário ser baixo, a impressora custa R$ 15 mil e encarece o tratamento.

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