Álcool não combina com direção

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Os números ainda são incipientes, mas já foram suficientes para estabelecer uma relação segura entre a queda dos índices de acidentes e o endurecimento das regras contra o consumo de álcool para motoristas em todo o país, a chamada Lei Seca. Nas rodovias de São Paulo, durante o Carnaval, o número de mortos em acidentes com automóveis caiu 13%, enquanto o de feridos despencou 57%. No mesmo período, entre autuados e presos, 749 motoristas foram enquadrados na nova legislação, um aumento de 240% de punições em relação à folia do ano passado.

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Poder público também precisa readaptar o funcionamento do transporte coletivo

A constatação imediata é que de o bordão publicitário largamente adotado para descrever a condição nunca foi tão amplamente comprovado: álcool não combina com direção. O espírito da tolerância zero adotado neste momento, além de preservar vidas, ajuda a criar um clima de atenção e respeito ao novo código, situação quase pedagógica que faz toda a diferença num país onde há leis que “pegam” e outras não. E, neste caso, o “pegar” significa salvar pessoas.

Caminhando paralelamente a essa corrida em busca da pacificação e redução dos riscos no trânsito, é preciso também despertar o poder público para outra necessidade: a de readaptar o funcionamento dos transportes públicos para que atendam também a este novo motorista-consciente, do carro popular, que no seu direito de aproveitar a balada, não tem a mesma possibilidade de pagar um taxi que os seus colegas mais abastados. Trens e metrôs funcionando 24 horas, extensão dos horários noturnos das linhas de ônibus.

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De quebra, haver-se-á de rumar para a solução de uma carência que se torna cada vez mais frequente num país – e num mundo – onde todo o resto já funciona no ritmo frenético das 24 horas por dia.

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