Combater a rotatividade é obrigação dos sindicatos

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Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Miguel Torres, presidente da Força Sindical

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O Dieese acaba de lançar um livro que trata da rotatividade da mão de obra nas empresas. Os dados são de arrepiar! O trabalhador brasileiro, contratado pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), fica em média apenas três anos na mesma empresa. O índice sobe um pouco, para cinco anos, quando se incluiu na análise os funcionários públicos.

O tempo médio de permanência no emprego no Brasil é “muito baixo” quando comparamos com países europeus. Na Itália e Portugal (o tempo médio é de 13 anos), França e Alemanha (12 anos) e Dinamarca (9 anos).

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Os dados indicam que cerca de 30% dos desligamentos de cada ano ocorrem com menos de três meses de vigência do contrato de trabalho, no período de experiência quando os empregadores estão isentos de pagar a multa rescisória do Fundo de Garantia.

Na visão da nossa Central, o problema requer ações corajosas e unitárias das Centrais Sindicais, atuando em três frentes: na negociação coletiva, no Legislativo e na elaboração de políticas públicas.

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Precisamos pressionar o governo e o Congresso para ratificar a Convenção 158 da OIT, que impede a demissão imotivada e acabar ou reduzir o tempo do contrato de experiência, entre outras medidas. Mas o grande objetivo do movimento sindical hoje é atuar como protagonista nas eleições.

Chega de eleger patrão! Precisamos urgentemente aumentar a nossa bancada no Congresso Nacional. Atualmente, temos 91 parlamentares, enquanto os empresários reúnem 273 pessoas, entre deputados e senadores. Precisamos lutar para reverter este quadro e aprovar nossas bandeiras de luta.

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