Definir formas de luta para derrubar a terceirização

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Paulo Pereira da Silva

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Não houve acordo nas negociações realizadas entre trabalhadores, patrões, deputados e o governo em torno da extinção do Projeto de Lei 4330, que amplia a terceirização.
Empresários e parte dos deputados, intransigentes, afirmaram que não pretendem abrir mão do PL e que não se importam com a precarização das relações de trabalho.

O governo, que poderia dar uma força para os trabalhadores, pressionando sua bancada na Câmara a derrubar o PL, não o fez. Ao contrário, prefere manter uma posição vacilante.
Os trabalhadores, por seu turno, pressionam os deputados para não pôr o PL na pauta de votação da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Ao mesmo tempo, o movimento sindical troca figurinhas com o objetivo de definir novas formas de luta.

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Na prática, é o que os empregados têm feito nos últimos tempos. No dia 30 de agosto, por exemplo, a Força Sindical e as demais centrais promoveram e lideraram o Dia Nacional de Mobilização e Luta, que envolveu milhões de pessoas no país em paralisações, manifestações de massa e protestos.
Além da luta contra a terceirização, a nossa pauta inclui a revogação do Fator Previdenciário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário e mais investimentos na educação, saúde e segurança.

Foi mais um dia de protestos porque o governo federal não atende às reivindicações dos trabalhadores. Na campanha eleitoral entregamos a pauta trabalhista para a então candidata à presidência da República Dilma Rousseff, que depois de eleita não atendeu a nenhuma delas.

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