Deputado compara esquema na Petrobras ao do “trensalão”

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Parlamentar osasquense integra a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga desvios na Petrobras / Foto: Francysco Souza
Parlamentar osasquense integra a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga desvios na Petrobras / Foto: Francysco Souza

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O deputado federal Valmir Prascidelli (PT-SP) critica o que chama de “dois pesos e duas medidas” no combate à corrupção. Para o parlamentar, o esquema de cartel de empresas descoberto na Petrobras é semelhante ao que atuou no Metrô de São Paulo. “O PSDB e o governo do estado dizem que não têm nada a ver com isso. Então, no nosso caso há crime político-partidário, no deles é apenas um cartel de empresas”, questionou o deputado, em visita à redação do Visão Oeste dia 23.

Prascidelli é membro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a Petrobras e diz que sua atuação tem o objetivo de “separar o joio do trigo”, apurando as irregularidades, mas também defender a estatal. “Parte dos interesses de transformar a CPI num palanque político é fruto de setores que querem privatizar a Petrobras e entregar o nosso patrimônio para as grandes petrolíferas do mundo. Isso não significa que a gente não tenha que apurar as irregularidades, investigar e punir quem tenha cometido ilícitos”, afirmou.

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O petista critica ainda o que afirma ser uma tentativa de criminalizar o caixa de campanha do PT, mesmo as doações tendo sido declaradas à justiça eleitoral. “Pega os valores que foram repassados ao PT e PSDB em 2010 e 2014, vai ver que são valores muito próximos e vindo das mesmas empresas. E essas empresas prestam serviço também para obras nos estados, como a Cemig, Furnas e o Metrô de São Paulo”.

Congresso
Questionado sobre as dificuldades na relação do governo Dilma Rousseff com o Congresso, Prascidelli disse que o PT cometeu erros na articulação política nesse início de segundo mandato de Dilma. “A disputa da presidência [da Câmara dos Deputados] por parte de alguns setores do PT naquele momento, do meu ponto de vista, não foi adequada”, afirmou. Na ocasião o PT lançou a candidatura do deputado Arlindo Chinaglia, mas foi derrotado por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, desde então, tem imposto derrotas ao governo na Casa.

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Prascidelli também falou sobre o ajuste fiscal promovido pelo governo e uma reunião da bancada do PT com a equipe econômica no último dia 17. Segundo ele, os petistas pediram contrapartidas ao ajuste, como a taxação de grandes fortunas e heranças. Além disso, a bancada reapresentou o projeto para a correção do Imposto de Renda, criando novas faixas de contribuição. O governo havia vetado a correção em 6,5%.

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