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Editorial: Aprovação segue em baixa

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Editorial: Governo precisa ouvir os trabalhadores

Pesquisas eleitorais divulgadas muito tempo antes de um pleito não têm muita utilidade que não a de gerar manchetes. Nesta semana saiu uma delas, com Lula na liderança de uma corrida presidencial para 2018 que certamente ainda terá muitas mudanças de cenários pela frente. Um número, no entanto, merece destaque: o índice de aprovação do presidente interino Michel Temer (PMDB).

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De acordo com o levantamento CNT/MDA, divulgado na quarta-feira, 8, o vice alçado ao cargo com o afastamento de Dilma Rousseff tem apenas 11% de aprovação da população, número quase igual ao que a petista possuía. A diferença fundamental é que Temer acabou de assumir para fazer um governo propalado como de “salvação nacional” e com objetivo de “unificar o país”.

 
Ora, o interino teve todo o apoio – da mídia e da maioria da sociedade a favor do impeachment – para formar um novo governo. O que se vendia era a ideia de que, afastado o PT do poder, rapidamente a economia voltaria a crescer e a crise política arrefeceria. Sinais ambíguos, no entanto, como a nomeação e depois demissão de investigados por corrupção, além do vai e vem de declarações polêmicas dos novos ministros, esvaziaram rapidamente o capital de Temer.

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O presidente interino corre contra o tempo, já que o Senado ainda irá decidir em definitivo se apeia ou não Dilma do poder. Até aqui, o peemedebista não conseguiu superar a crise política e a confiança na economia ainda não voltou.

 
Os próximos meses serão decisivos. Dilma pode voltar, mas jamais terá governabilidade com este Congresso. Antes distante, o cenário de novas eleições, diretas ou indiretas, antes de 2018, parece cada vez mais provável.

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