Emidio diz que estará no 2º turno em Osasco e minimiza antipetismo

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emidio osasco
Emidio durante entrevista coletiva ao lado de sua vice, Zélia Lucas (PT)

Na segunda posição na única pesquisa de intenção de voto à Prefeitura de Osasco divulgada até o momento, o candidato a prefeito Emidio de Souza (PT) afirmou que estará no segundo turno da eleição municipal de novembro e minimizou o chamado “antipetismo”.

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“Não me preocupo com pesquisa. Se pesquisa resolvesse eleição, não precisaria ter eleição. Pode escrever: a eleição em Osasco vai para o segundo turno”, declarou Emidio, em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (3). “Estamos na rua, sentindo o clima de mudança, e nós vamos ao segundo turno”.

A única pesquisa de intenções de voto para esta eleição municipal divulgada até o momento sobre Osasco, no dia 7 de outubro, aponta o petista em segundo lugar, com 9% na votação estimulada. O levantamento, da RealTime Big Data encomendado pela Record TV, aponta o atual prefeito, Rogério Lins (PODE), candidato à reeleição, com 34%, enquanto os adversários somados têm 20%. No entanto, a pesquisa apontou que 46% de eleitores ou não souberam/quiseram responder ou disseram que vão votar em branco ou nulo, o que pode mudar o cenário eleitoral na reta final da eleição.

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Emidio questionou a confiabilidade do instituto responsável pelo levantamento. “Não conheço esse instituto, não sei quem pagou por esta pesquisa. A eleição em Osasco está longe desses números”.

Sobre a rejeição a seu partido, o PT, o candidato a prefeito de Osasco minimizou: “Existe o ‘antipetismo’, mas sempre existiu. E isso não impediu o PT de chegar á presidência, de governar algumas das principais cidades do país”.

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Para Emidio, o cenário eleitoral divide-se em três frentes: opositores do PT, na casa dos 30%, apoiadores do partido, outros 30%, e o restante formado por eleitores mais inclinados a analisar as propostas antes de se decidirem.

Ele afirmou ainda que na reta final da campanha deve realizar atos pela cidade com a presença do ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que foi o candidato do PT à presidência da República em 2018.

Emidio também teceu elogios a Celso Giglio (PSDB), que morreu em 2017, e acredita que pode herdar parte dos votos do ex-prefeito, de quem era adversário político. “Celso foi um prefeito realizador, deixou marcos na cidade. O eleitor do Celso tem um perfil de optar pela experiência. Para dele (do eleitorado do ex-prefeito) pode migrar, sim. Nós éramos adversários, mas sempre tive uma relação respeitável com ele”.

Programa de governo

Na entrevista coletiva, Emidio também falou sobre seu programa de governo para caso seja eleito prefeito de Osasco, com propostas como congelamento do IPTU por quatro anos, construção do Hospital da Criança, Instituto da Mulher, reurbanização de favelas, ampliação de políticas de geração de emprego e renda e valorização do funcionalismo municipal.

O foco principal de um eventual governo será a área da Saúde, afirmou Emidio. Ele afirma que pretende rever as terceirizações de unidades de saúdo do município. “A terceirização para OS, da maneira que foi feita, prejudicou a saúde em Osasco. Essas OSs desorganizaram o sistema de saúde em Osasco. No primeiro dia de governo vou rever as terceirizações”.

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