Governo federal dá exemplo de transparência no socorro a São Paulo

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Após o governador Alckmin passar o ano de 2014 inteiro repetindo que a água não faltaria, sentimos hoje na pele o resultado catastrófico da falta de investimento na manutenção e ampliação dos sistemas de abastecimento. Isso enquanto a Sabesp e distribuía lucros “como água” aos acionistas.
Em janeiro, o governador tucano até ensaiou admitir pela, primeira vez, que São Paulo passa por racionamento. Mas o soluço de sinceridade se desfez em seguida, quando ele se desmentiu. Sob este aspecto, o anúncio do socorro do governo federal a São Paulo é um exemplo no sentido inverso, de transparência e atitude republicana.
Dados da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) apontam quase 1/3 da água que deveria chegar à população foi literalmente pelo ralo. É muita irresponsabilidade.

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O fundo do poço chegou e Alckmin adotou medidas desesperadas, como multar quem gastar mais água. A economia doméstica, neste momento, é fundamental, claro, mas apenas paliativa. A salvação é planejamento de longo prazo e investimento, o que está sendo feito agora com apoio do governo federal. Uma das principais obras é a integração da bacia do Rio Paraíba do Sul, incluída pela presidente Dilma Rousseff no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Serão gastos R$ 830,5 milhões. Há também o novo sistema de abastecimento para a Grande São Paulo, o Sistema Produtor São Lourenço, ao custo de R$ 2,6 bilhões.
No curto prazo, no entanto, só pedindo um milagre para São Pedro. Mas resta outra lição importante a se extrair dessa crise: o quanto nós, cidadãos, precisamos ficar atentos e cobrar transparência e responsabilidade do governo do estado.

Marcos Martins – Deputado estadual pelo PT

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