Metalúrgicas cumprem 98,9% da Lei de Cotas

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Carlos Clemente comemora alta em relação a 2013 / Foto: Eduardo Metroviche

Carlos Clemente comemora alta em relação a 2013 / Foto: Eduardo Metroviche
Carlos Clemente comemora alta em relação a 2013 / Foto: Eduardo Metroviche

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Pesquisa divulgada na quarta-feira, 11, pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região e pela Gerência Regional do Trabalho revela que as metalúrgicas da região de Osasco cumprem 98,9% da Lei de Cotas. Isso significa que das 756 vagas para pessoas com deficiência geradas em 2014, foram preenchidas 748.

Índice supera 2013, que teve 87,6% de cumprimento

Segundo o vice-presidente do Sindicato, Carlos Aparício Clemente, “o resultado supera o índice constatado em 2013, que indicou que 87,6% das vagas previstas na lei de cotas estavam preenchidas pelas indústrias metalúrgicas da região”.
O nono estudo da entidade sobre o assunto avaliou 99 empresas nas doze cidades base do sindicado, entre filiais de matrizes. O levantamento aponta o setor automotivo como o mais promissor, cumprindo 111,9% da lei.

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Em relação às microrregiões, Cotia lidera o ranking de contratações nas metalúrgicas. Na cidade, 117,9% das vagas foram preenchidas. Barueri, com 111,6%, Vargem Grande, com 109,1% e Jandira e Carapicuíba com 105,6%, também obtiveram destaques. O menor índice é o de Embu das Artes e Itapecerica, com 80,7%.

Operadora da Fricosa, Josie Aparecida da Silva tem deficiência auditiva e trabalha verificando retrovisores de carros. Com o que ganha, ajuda em casa e paga a faculdade de contabilidade que faz há dois anos. “Eventos como esse fazem as pessoas aprenderem sobre seus direitos e a divulgar como está a contratação de pessoas com deficiência”, diz, por meio de um tradutor de Libras.
A empresária Ana Medeiros diz que “não se preocupa apenas com o cumprimento das metas, mas com a inclusão como um todo”.
A pesquisa revelou ainda que 5,1% das empresas não respeitam a Lei de Cotas. “São casos isolados”, afirma Clemente. Agora “ficou fácil [para o sindicato] completar o trabalho”.

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Preferência
O levantamento apontou que as empresas contratantes costumam contratar mais pessoas com algum tipo de deficiência física (41,6%). O ranking segue com as contratações de pessoas com deficiência auditiva (31,7%), reabilitados (13,2%) , visual (8%), intelectual (3,9%) e deficiências múltiplas (1,6%).

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