Idosa de 67 anos acusa enfermeiro de abuso sexual em Pronto Socorro de Barueri

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Foto: Reprodução/Record TV

Uma paciente de 67 anos afirma ter sofrido violência sexual no Hospital Municipal de Barueri. Em reportagem exibida nesta quarta-feira (4) no “Balanço Geral”, da Record TV, a idosa conta que o caso ocorreu em maio, mas somente agora conseguiu falar.

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Maria Aparecia Nunes deu entrada no Pronto Socorro José Agostinho dos Santos, no Parque Imperial, para tratar de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ela conta que, na noite do ocorrido, houve uma queda de energia no hospital e, nesse momento, um homem que teria se apresentado como funcionário disse que precisava coletar urina. “Ele fez tudo o que queria fazer e eu só sentia a mão dele. Ele me machucou muito, me machucou e ficou ali bastante tempo”, relata a idosa. “Ele falava ‘fica quieta, não fala nada. Eu vou voltar’. Eu fiquei com medo, ele falou ‘eu conheço você’”, completou.

A vítima afirma que o rapaz alto, moreno, magro e que tinha o cabelo bem cortado aparentava ter pouco mais de 30 anos e que não agiu sozinho. Ela conta também que não teria sido a única vítima naquela noite. “Quando ele chegava, ela [outra idosa que estava internada] via ele e começava a chorar e gritar. Aí, o [rapaz] grande que fez isso comigo ficava do lado da cama e o outro, nos pés da cama, e falava: ‘escandalosa’. Eu pensava: ‘meu Deus, porque essa mulher grita tanto?’ Acho que do mesmo jeito que ele fez comigo, fez com ela”, relata.

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Dona Maria se sentiu constrangida ao ponto de não conseguir denunciar o ocorrido, mas acabou desabafando com a família. “Eu estava com medo de falar, com vergonha. Eu ia embora, ia levar para debaixo da terra. O que eu passei, não desejo para mulher nenhuma”, contou aos prantos.

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Dona Maria chora ao lembrar da violência que sofreu no PS enquanto se recuperava do AVC / Foto: Reprodução/Record TV

Assim que a filha da idosa, Débora Nunes, soube do caso, procurou o hospital para registrar uma denúncia. “Cheguei até a ouvidoria e relatei tudo. Ela [a funcionária] disse que ia passar para os superiores dela e que era pra eu aguardar o retorno, mas até agora não tive”, afirmou.

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A família também contratou a advogada Ana Paula de Moraes para acompanhar o andamento do caso de perto. “Os próximos passos serão entrar com processo contra o hospital, querendo a responsabilidade objetiva dele e identificar quem foi o agressor. Que outras pessoas denunciem porque não sabemos quantas vítimas foram penalizadas por esse ato”, declarou a advogada.

Sem respostas da unidade de saúde, Débora procurou a Delegacia da Mulher de Barueri para fazer o boletim de ocorrência O caso foi registrado como estupro de vulnerável. Ao “Balanço Geral”, a Secretaria de Saúde de Barueri informou que está apurando caso.

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