Márcio França detona Doria: “Ele não é Bolsonaro, é bolso dele”

Márcio França detona Doria: “Ele não é Bolsonaro, é bolso dele”

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Foto: Ciete Silverio

Em conversa descontraída, o candidato ao governo do estado de São Paulo pelo PSB, Márcio França, participou nesta quinta-feira (18) do programa “Pânico”, da rádio Jovem Pan, onde apresentou propostas para educação, saúde, segurança pública e mobilidade urbana.

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Ele também comentou a estratégia de seu concorrente na disputa ao Palácio dos Bandeirantes, João Dória (PSDB), em se apoiar na candidatura de Jair Bolsonaro para angariar votos. França optou pela neutralidade na disputa nacional. “Ele não é Bolsonaro, é bolso dele”, disparou. “Bolsonaro atraiu as pessoas pela sinceridade, você pode concordar ou não. Agora, no Doria, é tudo ao contrário”, criticou.

Márcio França voltou a criticar a postura do tucano por ter prometido diversas vezes que cumpriria seu mandato até o final como prefeito de São Paulo, o que não ocorreu. “Tira o leite das crianças e coloca Farinata na merenda, (um composto de farinha com alimentos perto da data de validade que seriam descartados por produtores ou revendedores) e ainda acha que é o certo”, comentou.

Alistamento Civil

França destacou que se não houver uma medida preventiva contra o crime, no futuro, ‘toda’ a renda de São Paulo vai para cobrir custos com presidiários. Por isso, a proposta é apostar nos jovens em situação de vulnerabilidade oferecendo emprego com bolsa de R$500 e curso técnico. Uma forma de combater a mão de obra do crime organizado. Trata-se do programa de Alistamento Civil, iniciativa que eu certo em São Vicente, onde França foi prefeito, e já está em vigor em 16 cidades no estado. A meta é atingir a marca de 80 mil jovens participantes.

Na Saúde, Márcio França reiterou o compromisso de abrir os AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) aos finais de semana para acabar, em seis meses, com a fila de espera para consultas e exames. Medida planejada e calculada.

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O candidato defende ainda que pacientes de outros estados, 25% do total da rede pública, tenham atendimento de saúde garantido em São Paulo, porém é preciso ter uma contrapartida do governo federal.

Perguntado sobre as obras do metrô, França foi enfático em dizer que se trata de uma obra cara, mas que estão sendo entregues e vai investir para melhorar o transporte público. Segundo ele, São Paulo tem mais de 1.000 obras em andamento e nenhuma será interrompida no novo governo.

Além disso, citou que viabilizará viagem de trem entre São Paulo e Campinas, em apenas uma hora e meia, em trilhos que já existem, mas atualmente só são utilizados para o transporte de carga.

Para a habitação, o candidato ao governo do estado pelo PSB mencionou os prédios abandonados no centro de São Paulo e propôs investimento em parceria com a iniciativa privada para transformá-los em moradia popular.

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