Maximiliano Nagl Garcez: Pré-sal aos estrangeiros e Cunha impune

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Nesta quinta, 7, ocorreu um fato lamentável, e que poderá acarretar repercussões nefastas: foi aprovado por Comissão Especial da Câmara o PL 4567/16, que altera a sistemática de partilha do pré-sal, impedindo o controle social e a defesa da soberania nacional. A possibilidade da Petrobras como operadora única é fundamental para barrar as garras da exploração devastadora por multinacionais e garantir o uso dos recursos obtidos para a saúde e educação.

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Na próxima semana, deve ser votado pelo plenário da Câmara dos Deputados o referido projeto. Sugiro a mobilização contra tal proposição pela classe trabalhadora, pois esta será a principal prejudicada caso tal PL entreguista seja aprovado.

 
As últimas semanas têm sido bastante pedagógicas, mostrando para que serviu o golpe inconstitucional que colocou Temer no poder. Há alguns dias, este se reuniu no Palácio do Jaburu com Eduardo Cunha. Segundo O Globo, “um auxiliar do presidente interino afirmou que a ideia era que o encontro permanecesse reservado. Quando soube que a notícia de que os dois haviam se reunido já estava circulando, no entanto, Temer minimizou, afirmando: ‘Converso com todo mundo. Embora afastado, ele é um deputado no exercício do seu mandato'”.

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Nesta mesma quinta-feira, Cunha renunciou à presidência da Câmara, o que pode ser parte do provável acordo feito com Temer, na calada da noite. Isso permitirá aos golpistas elegerem o novo presidente da Câmara, indicado por Cunha, e que deve prometer auxiliá-lo a escapar da cassação.

 
Também nesta semana, Temer decidiu retirar a urgência do pacote anti-corrupção que havia sido enviado pela presidenta Dilma, e declarou que “a partir de certo momento começaremos com medidas impopulares”, o que incluirá um grande número de privatizações, a aprovação da terceirização indiscriminada, do negociado sobre o legislado e de outros ataques aos direitos sociais e conquistas históricas do povo brasileiro.

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Creio que está bastante claro que a grande vítima do golpe não é apenas a democracia, mas principalmente os trabalhadores, que mais sofrerão com as terríveis medidas que o governo ilegítimo pretende implementar.

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