O Maranhão é aqui?

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Aturdido, o país assistiu, no fim do ano passado e também no início de 2014, à explosão de violência no estado do Maranhão, gerada a partir da crise do sistema prisional. As fortes imagens de uma rebelião no presídio de Pedrinhas, além de ônibus incendiados nas ruas, chamaram a atenção e levaram ao envolvimento do governo federal no caso.

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Além da falência do sistema penitenciário daquele estado, abriu-se um debate sobre os longos anos de administração da família Sarney e seu grupo político, e os péssimos índices sócio-econômicos do Maranhão. De fato, o estado ostenta alguns dos piores números. Segundo o IBGE, o maranhense tem a menor expectativa de vida do país: 68,6 anos. Dos 50 municípios mais pobres do Brasil, 32 estão no Maranhão. A herança deixada por anos de governos dessa elite econômica e de poder gerou toda essa crise.

Enquanto se discute a crise por lá, números daqui também são preocupantes

Enquanto ainda se discutem as agruras das cadeias maranhenses, aqui em São Paulo também foram divulgados dados inquietantes. Segundo a própria Secretaria de Administração Penitenciária, 133 dos 155 presídios paulistas têm superlotação: quase 90%. A situação é pior nos Centros de Detenção Provisória (CDPs), e justamente os de Osasco estão em piores condições. Os dois CDPs localizados aqui no município, às margens da rodovia Raposo Tavares, fecharam 2013 com 5.218 presos para 1.536 vagas. Ou seja, temos uma bomba-relógio em Osasco.

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O governador Geraldo Alckmin, cujo partido governa o estado há duas décadas, anunciou os números garantindo que até o fim deste ano mais 11 presídios serão entregues, com mais 8.728 vagas. Ele culpou as falhas no sistema de progressão de penas e também o maior número de prisões efetuadas pelo caos.

São Paulo já viveu na década passada rebeliões simultâneas, organizadas pela facção criminosa que se fortaleceu e ainda atua nos presídios. Continua a facilidade para entrada de celulares no sistema prisional. Este deve ser um tema a ser debatido na eleição ao governo do estado este ano, pois a crise maranhense não é tão distante da nossa realidade aqui no estado.

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