Santander perde contrato com prefeitura de Osasco por mau atendimento a munícipes

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Via Rede Brasil Atual

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Todos os clientes do banco Santander que tentaram, na sexta-feira, 25, acessar o site da instituição espanhola no Brasil se depararam, antes de entrar no ambiente privado, com um aviso “importante”. Tratava-se, em letras brancas sobre o vermelho berrante da instituição, de um “pedido de desculpas”.

Mais cedo, em mensagem dirigida a clientes de alta renda, o mesmo Santander recomendara por escrito que seus clientes tomassem cuidado com o que poderá acontecer com seus investimentos caso a candidata à reeleição, pelo PT, suba nas pesquisas eleitorais.

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Motivado por esta recomendação, o Sindicato dos Bancários de São Paulo fará reclamação formal ao presidente mundial do banco Santander, Emilio Botín, contra a gestão do presidente da instituição espanhola no Brasil, Jésus Zabalza.

De acordo com a diretora-executiva da entidade Rita Berlofa, a “atuação alarmista” do banco em pleno ambiente eleitoral brasileiro não é um caso isolado, mas parte de um conjunto de práticas que permite classificar a gestão do Santander no país de “temerária”. Leia a matéria completa

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A recomendação para seus clientes endinheirados tomarem cuidado com a eventual ascensão da presidenta pegou especialmente mal para o Santander porque não é nada disso que Botín fala nas vezes em que vai ao Palácio do Planalto. Ali, sorridente, já posou para fotos e manifestou crer na economia brasileira gerenciada por Dilma.

Para compensar o estrago cometido pela parcialidade da avaliação, o próprio Santander primeiro pediu desculpas em forma de declaração oficial, e mais tarde resolveu ocupar toda a primeira página de seu site para dizer que “o referido texto feriu a diretriz interna” que barra análises marcadas pelo “viés político ou partidário”.

Enquanto a imagem do banco se derretia, o primeiro prejuízo objetivo aconteceu. Em Osasco, na Grande São Paulo, município que arrecada R$ 1,9 bilhão em transferências, impostos municipais e taxas todos os anos, o prefeito Jorge Lapas encontrou o mote que precisava para tomar uma decisão que já vinha estudando: romper o convênio mantido com o Santander para o recolhimento de impostos e taxas municipais.

Lapas explicou sua decisão: “O volume de reclamação que a prefeitura recebe contra o Santander é grande. Acontece que os caixas das agências têm sido orientados a não receberem pagamentos de IPTU e taxas municipais, sob a alegação de que esse movimento forma filas”, disse o prefeito petista.

“Agora esse problema vai acabar tanto para a população como para o Santander. Notificamos o banco que em trinta dias o convênio será encerrado. Outros bancos continuarão a atender o nosso público.”

A recomendação do Santander para seus clientes de alta renda ficarem com um pé atrás diante do crescimento da presidenta Dilma foi considerada “descabida” pelo prefeito Lapas: “O banco praticou uma partidarização fora de hora e lugar”, disse.

Para a coleção de escorregões e quedas que o Santander já levou em sua trajetória no Brasil, agora o presidente local Jesús Zabalza já tem uma a mais para mostrar a dom Emílio.

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