Editorial – A dança das cadeiras (ou dos partidos)

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Para o cidadão comum, as eleições ainda são um acontecimento distante. Afinal, serão apenas em 2014. Somente em outubro próximo, teremos completado um ano desde a última disputa, que escolheu prefeitos e vereadores. Mas é justamente neste momento de calmaria aparente que fervilham ferozmente as maiores articulações visando, justamente, o próximo pleito.

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Isso acontece nos corredores das Câmaras ou nos diretórios partidários. Em cafés, almoços e jantares onde os menus são espaços e futuras alianças, com seus prováveis cenários e suposições. E o curioso é que produzem uma dança de cadeiras e siglas partidárias capaz de dar um nó nas convicções do mais fiel militante. Uma característica cada vez mais marcante da política moderna, do pragmatismo extremo — ou, talvez, personalismo predominante — das novas relações entre partidos, lideranças, liderados e seus respectivos projetos de futuro e sociedade.

É preocupante quando o debate se orienta por outros interesses

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É, no entanto, preocupante ver quando o debate político, que em tese deveria se estabelecer visando a construção coletiva, com a discussão e organização de programas e projetos para cidades, estados e para o país, se orienta por outros interesses como espaços, no governo ou instituições, tempos no horário eleitoral gratuito ou, pior, simplesmente visando objetivos pessoais.

É um desvirtuamento do primordial objetivo da própria política que faz com que partidos e pessoas transitem de um extremo a outro daquilo que, em algum momento de suas histórias, nos fizeram acreditar serem suas convicções políticas e ideológicas. Mas é, também, um modo de fazer política que municia o eleitor de elementos essenciais para suas futuras decisões e escolhas. E essa é a verdadeira beleza da democracia.

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