Caça Fantasmas, investigações e espetacularização

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Com a decretação da prisão preventiva de dois terços da Câmara, Osasco vive o pior escândalo político de sua história. De acordo com as investigações da Operação Caça Fantasmas, do Ministério Público estadual, os parlamentares faziam parte de um esquema de contratações de funcionários fantasmas para ficar com parte dos salários. O esquema teria desviado cerca de R$ 21 milhões, diz o MP.

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Passados alguns dias do terremoto que sacudiu Osasco desde terça, 6, é possível olhar com mais serenidade para os muitos aspectos deste episódio. Primeiramente, em um momento de extrema desconfiança da população para com a classe política, a operação e as prisões de parlamentares servem de exemplo e de alerta a membros do Legislativo e do Executivo. Lisura e rigor no trato com o dinheiro público devem ser conduta fundamental dos que exercem cargos públicos, não apenas discursos óbvios.

No entanto, há de se ponderar sobre algumas questões. Importantíssimo frisar que os parlamentares osasquenses são, no momento, suspeitos, não têm condenação. E devem ter todo o direito a ampla defesa, como assegura a Constituição Federal no seu artigo 5º, inciso LV. Por mais desconfianças que possamos ter com a classe política, naturais diante de tantos escândalos, precisamos continuar atentos ao desenrolar de todo esse processo e não condenar ninguém antes da hora.

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E ficam questões sobre uma possível espetacularização. Por mais que o “tribunal popular” se regojize com políticos sendo presos, é realmente necessário que senhores, alguns com mais de 60 anos, que não são acusados de crime contra a vida, nem representam perigo à sociedade, sejam presos em uma operação megalomaníaca com tantas viaturas, inclusive da Rota? Fica o convite à reflexão.

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