Justiça concede liminar e suspende demissões no Santander

Justiça concede liminar e suspende demissões no Santander

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A desembargadora Rilma Aparecida Heleutério, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (capital e região metropolitana de São Paulo), deferiu liminar ingressada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, e suspendeu todas as demissões sem justa causa feitas pelo Santander nesta semana. De acordo com a juíza, todas as dispensas que ainda não foram homologadas estão suspensas. As já homologadas, serão discutidas.
Caso a direção do Santander desobedeça a liminar que proíbe as demissões, o banco pagará multa diária de R$ 100 mil.

Categoria realizou paralisações

“Vocês são uma instituição europeia e foram acolhidos no Brasil. Têm de respeitar os brasileiros como respeitam os espanhóis”, afirmou a desembargadora, lembrando que os trabalhadores da Comunidade Europeia contam com leis de proteção ao emprego que não existem no Brasil. “Mas o trabalho é uma questão social e tem de ser olhado dessa forma.”
A desembargadora destacou, ainda, a boa situação do banco. “Todos os rankings de consultorias indicam que não há crise no Santander. Ou seja, não precisa demitir.”

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Uma série de protestos foram realizados nesta semana para denunciar as demissões. Foram paralisadas dezenas de agências na terça-feira 4 e o Centro Administrativo Santander (Casa 3) na quarta-feira. No Casa 3, concentração que reúne cerca de 1.200 funcionários, pelo menos 200 foram dispensados, segundo levantamento feito por dirigentes sindicais. Nesta quinta-feira a paralisação foi na principal avenida de São Paulo, a Avenida Paulista.

Demissões e lucro
De acordo com o Sindicato, estavam previstos, até o fim desta semana, corte de cinco mil trabalhadores do Santander em todo o país.
Nos primeiros nove meses do ano, o banco apresentou Lucro Líquido Gerencial de R$ 4,731 bilhões, 26% do resultado global do grupo espanhol. Sua carteira de crédito atingiu o patamar de R$ 207,3 bilhões, com crescimento de 10,1% em doze meses e 0,8% no trimestre.
Além disso, o peso das despesas de pessoal do Santander no total de despesas do banco é o menor entre os três grandes bancos privados atuantes no país. Apenas 9,2%.

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