Marcos Martins: Morte de trabalhador no Hospital do Servidor foi a gota d’água

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Marcos Martins - deputad estadual pelo PT

Na segunda-feira, 22/5, recebi a triste notícia do falecimento de Sebastião Olímpio da Silva, oficial administrativo que trabalhava a cerca de 30 anos no Hospital do Servidor (IAMSPE), na capital paulista.

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Sebastião faleceu ao ser prensado pelo elevador do ambulatório do referido hospital, que se moveu enquanto o trabalhador acomodava e organizava a carga. Nossa sincera mensagem de pesar aos seus familiares, amigos e colegas de trabalho.

Como coordenador da frente parlamentar em defesa do IAMSPE, há muito tempo venho chamando atenção para o desmonte do sistema que atende o servidor público do estado de São Paulo, que se reflete desde a infraestrutura até nas condições salariais e de trabalho, com consequências óbvias para a qualidade do atendimento.

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Na terça-feira seguinte à morte de Sebastião, fui ao Hospital do Servidor, onde encontrei com dezenas de trabalhadores do IAMSPE que se reuniram em frente ao prédio do ambulatório para manifestar a dor de sua perda e pressionar a administração para que medidas fossem tomadas – inclusive com a abertura de uma sindicância externa.

Trabalhadores do SINDSAÚDE e da AFIAMSPE, entre outros, também vêm denunciando sistematicamente as condições de trabalho nesta unidade, desde a falta de banheiros; interdição de leitos; Pronto Socorro (PS) sem saída de emergência; a queda da qualidade dos serviços com a terceirização; problemas nos equipamentos – macas, cadeiras de rodas, elevadores e até por questões salariais, inclusive de insalubridade. Soma-se a isso uma reforma de grande porte que o governo do   Estado iniciou em 2013 em parte do hospital, que deveria ter sido entregue em 2015, ou seja, dois anos atrás.

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Se estas demandas já tivessem sido atendidas, certamente a perda da vida de Sebastião poderia ter sido evitada, motivo pelo qual ela não pode ser considerada um acidente.

É o que afirmou Regina Aparecida Paiva, presidente da AFIAMSPE – “Se houvesse manutenção adequada dos elevadores e condições dignas de trabalho em todos os setores, não teríamos que sofrer o que estamos sofrendo hoje”, enfatizou.

A triste notícia do falecimento de Sebastião da Silva é mais uma evidência do descaso da administração do hospital e do governo do Estado com o IAMSPE, seus funcionários e pacientes.

Não podemos silenciar diante de uma tragédia consumada, tampouco ignorar que nas atuais condições, faltam garantias de que algo semelhante não voltará a acontecer.

Este atentado criminoso contra a vida de Sebastião se estende agora a seus colegas, que se sentem mais do que nunca ameaçados em seu próprio local de trabalho. Quantos mais terão que morrer para que providências sejam tomadas?

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