Rogério Lins: se não houver sinergia entre governos do estado e federal, cidades podem ficar sem vacina

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vacina covid-19
Foto: Marcelo Deck

O prefeito de Osasco Rogério Lins (Podemos) afirmou nesta quinta-feira (18), que o município apresenta “indicadores positivos” com relação ao cenário da pandemia de covid-19. Entre os pontos destacados por Lins estão a diminuição do número de óbitos no último mês e a taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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Outro fator apontado pelo prefeito é a taxa de contágio da doença em Osasco, que está abaixo de 1, enquanto o estado de São Paulo chega a registrar 1,8. Os dados são do relatório diário da vigilância epidemiológica do município. Já a taxa de ocupação dos leitos de UTI não ultrapassou os 60% nos últimos dias, assim como o número de óbitos, que também reduziu no último mês.

“São indicadores positivos, mas não temos o que comemorar. Aliás, nunca vamos comemorar com essa pandemia. Ainda é momento de alerta e cautela. As vacinas estão chegando em doses muito reduzidas, bem específicas sobre quem pode e quem não pode tomar”, declarou Lins.

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De acordo com dados do último boletim divulgado pela Prefeitura, em 15 de fevereiro, Osasco tem 30.239 casos do novo coronavírus confirmados. Do total, 28.942 pessoas já estão recuperadas da doença. A cidade registra 1.112 mortes em decorrência do novo coronavírus; destas, 513 são óbitos que ocorreram fora do município. “A gente percebe que vamos ter que conviver esse ano num oceano, com ondas maiores e ondas menores. Todo o cuidado vai ser fundamental enquanto a gente não tiver a cidade totalmente imunizada”, completou.

Com relação à campanha de vacinação, Rogério Lins disse que a cidade de Osasco tem realizado um controle rigoroso para que todos os grupos priorizados neste primeiro momento sejam vacinados e para que o município não fique sem vacina. “Mas é claro que, se não houver sinergia entre o governo do estado e o governo federal, deixar um pouco a política de lado e entregar vacinas para as cidades, que é o que a gente precisa, pode ser que em algum momento todas as cidades do Brasil fiquem desabastecidas”.

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Em janeiro, o prefeito de Osasco protocolou um pedido de compra direta da Coronavac no Instituto Butantan. “Se o governo federal não quiser comprar todas as vacinas que tiverem lá, Osasco quer comprar. Osasco quer imunizar todo o seu povo”, finalizou.

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