Dia em Memória às Vítimas de Acidentes do Trabalho: reflexão e exigências

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Antonio Rodrigues (Toninho do Caps) vice-presidente do Sintrasp e coordenador de Saúde e Segurança do Trabalhador da Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais do estado (Fesspmesp)

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A insegurança que o trabalhador enfrenta em seu ambiente profissional é tanta que, em todo o mundo, o dia 28 de abril, foi consagrado como o Dia em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.
A data, muito mais do que uma homenagem, é uma oportunidade para refletir e conscientizar sobre os riscos que nossa atividade profissional pode trazer para nós física e psicologicamente.

É responsabilidade do empregador proporcionar condições que garantam que o exercício do trabalho e o espaço físico não acarretem dano à saúde ou bem-estar do profissional.
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de 270 milhões de acidentes de trabalho ocorrem por ano no mundo. Destes, aproximadamente 2,2 milhões resultam em morte.
Em nosso país, o desrespeito e descumprimento de regras básicas de segurança dos trabalhadores acarretam em 1,3 milhão de casos por ano. Segundo a OIT, o Brasil ocupa o 4º lugar no mundo no ranking de número de mortes devido o trabalho.

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Os dados comprovam o desrespeito de patrões ao Serviço Obrigatório de Segurança e Medicina do Trabalho, instituído no Brasil em 1972.
O Sindicato dos Servidores de Osasco e Região (Sintrasp) observa a falta de respeito de algumas prefeituras, que adotam o mínimo de medidas de segurança ao trabalhador e deixam o ambiente profissional em estado crítico. O último caso que vimos foi no Hospital Central de Osasco. Além do acúmulo de trabalho, há falta de produtos para higienização do local e de cuidados com a saúde do trabalhador.
O Sintrasp pede ao servidor que se negue a trabalhar em condições que comprometam sua segurança e procure o Sindicato para a tomada das providências.

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