Grupo de voluntários se amplia por Osasco e região para alimentar moradores de rua em meio à pandemia

0
Foto: Reprodução/GAS Osasco

O Grupo de Atitude Social (GAS) de Osasco, que realiza ações voltadas à população em situação de rua na cidade, passou a atender também pessoas que vivem nas ruas de Barueri, Itapevi e Jandira. Na primeira ação nesses municípios, foram distribuídos 350 kits com alimentos, itens de higiene e cobertores.

publicidade

O grupo osasquense, que é um afiliado do Instituto GAS, é formado por 150 voluntários recorrentes e atua em Osasco há pouco mais de um ano. Nesse período, foram atendidos pela instituição cerca de 10 mil moradores de rua em ações na cidade, em Carapicuíba e demais municípios da região oeste próximos à capital paulista. Além de levar água, bolacha, lanche (pão francês com carne ou salsicha), achocolatado, café, meias e cobertores, os voluntários entregam ração para os cães e gatos que vivem junto à população de rua.

As ações do Grupo de Atitude Social não se limitam à doação de alimentos e cobertores. O GAS Osasco tem uma barbearia móvel que oferece corte gratuito para a população que vive nas ruas do centro. Em movimentos pontuais, o grupo leva o salão móvel para o calçadão e realiza de 20 a 30 cortes por noite com a ajuda de cabeleireiros voluntários.

publicidade
Foto: GAS Osasco

A instituição também trabalha com a reabilitação de pessoas que vivem nas ruas com vício nas drogas. “Quando encontramos alguém nessa condição e ela tem o desejo de se tratar realmente, nós a encaminhamos para uma casa de reabilitação parceira. Lá, essa pessoa tem um tempo para ser cuidada e tratar do vício”, destaca o coordenador geral GAS Osasco, Raphael Magalhães, de 20 anos.

GAS Osasco
Raphael Magalhães, coordenador geral do GAS Osasco/ Foto: reprodução

Raphael se dedica exclusivamente ao GAS Osasco e contou ao Visão Oeste como foi possível expandir a atuação do grupo para outros três municípios na região. Segundo ele, foram feitos diversos mapeamentos até a realização da primeira ação, que aconteceu na noite da sexta-feira (3).

publicidade
Foto: GAS Osasco

#NaRuaSomosUm: moradores de rua e a pandemia de covid-19

Os impactos da pandemia de covid-19 também foram sentidos pela população que vive nos viadutos, nas calçadas e que procuram qualquer outro lugar que sirva de abrigo. Enquanto o isolamento social se tornou uma das principais recomendações para se proteger do vírus, a realidade de quem não tem um lar ficou ainda mais difícil nos últimos meses.

Foto: Gas Osasco

Devido a pandemia, o Instituto GAS matriz suspendeu os trabalhos, junto com a afiliada de Osasco e dezenas de coletivos que abraçaram o posicionamento da instituição. Em Osasco, a última ação aconteceu no início de março, quando o grupo completou um ano de existência na cidade.

“Entendemos que o momento era de parar para não expor os nossos assistidos, os nossos voluntários e suas famílias. Paramos e começamos a recorrer a um clamor para o poder público acolher a população de rua na rede hoteleira. A gente entendia que o momento era de se resguardar, mas que essas pessoas deveriam ser acolhidas em um lugar digno para que pudessem ter uma cama, água para tomar banho, ter no mínimo três refeições diárias e acesso fácil à higiene”, disse Raphael.

Foto: GAS Osasco

Com a paralisação dos atendimentos à população de rua, diversos coletivos se uniram, por meio do movimento #NaRuaSomosUm, que teve a participação do GAS, e fizeram um abaixo-assinado para que as Prefeituras começassem a acolher essas pessoas em quartos de hotéis.

Em Osasco, o pleito foi atendido no final de abril, quando a Prefeitura anunciou a contratação de 30 vagas no Hotel Ibis. Outra medida anunciada pela administração municipal foi a reserva de uma das alas do albergue do Rochdale para as pessoas em situação de rua que são do grupo de risco do novo coronavírus ou que necessitem ficar em isolamento.

No dia 23 de maio, o GAS Osasco voltou a realizar as ações nas ruas seguindo as medidas de distanciamento social, a utilização de máscara e álcool gel, mas com apenas 10% de seus voluntários. “Fizemos uma triagem de segurança para selecionar os voluntários que podem estar conosco, que não sejam do grupo de risco e que façam home office [em suas atividades fora do GAS], o que os deixa menos expostos. Com isso, estamos trabalhando em um grupo de 10 a 15 voluntários”, explicou Raphael.

Foto: GAS Osasco

Magalhães explica que as mudanças na forma de realizar os trabalhos durante a pandemia contribuíram para que as ações do GAS Osasco chegassem aos municípios de Barueri, Itapevi e Jandira como uma forma de adaptação das atividades. “Antes da pandemia, a gente atendia entre 800 a 1 mil pessoas na região de Carapicuíba, Osasco, grande parte da região oeste e até mesmo a região central de São Paulo, mas nós tivemos que parar porque o grupo que ia não tinha capacidade para atender toda essa demanda”.

Foto: GAS Osasco

Após o retorno das atividades, o GAS de Osasco já realizou quatro ações nas ruas, incluindo a primeira ação do grupo que contou com rotas em Osasco, Barueri, Carapicuíba, Itapevi e Jandira.

Como contribuir com o GAS Osasco

Os interessados em ser um voluntário para o trabalho nas ruas ou para ser um apoiador do GAS podem entrar em contato com o instituto por meio da página do GAS Osasco no Facebook ou no site Grupo de Atitude Social.

Já para quem deseja contribuir com doações, o instituto recebe donativos como bolachas, água, achocolatado, além de pares de meias, cobertores e itens de higiene pessoal. Também há a opção de fazer doações em espécie, basta entrar em contato com o Instituto para mais informações.

Foto: GAS Osasco

Comentários