Respeitar as diferenças é apostar no desenvolvimento

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Mônica Veloso é diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região e secretária de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão de Osasco

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Sempre que escrevo esta coluna procuro expressar os diferentes aspectos dos caminhos do desenvolvimento.
Aliás, mais do que nunca este é um tempo que precisamos relembrar o quanto o desenvolvimento vai além das questões da economia, à medida que possui interfaces com as questões políticas, sociais e culturais.
Os números que alguns analistas procuram sugerir como sendo a verdade única do desenvolvimento certamente são aspectos de suas histórias e ideologias, que respeito, mas que considero limitados.

Vivemos neste tempo onde as pessoas muitas vezes estão à procura de discursos que justifiquem os encaminhamentos propostos, mesmo quando estes não materializam soluções efetivas para os principais dramas econômicos, sociais e morais.
E o que é pior, muitos são os exemplos em que se buscam inclusive atacar aqueles que, sendo diferentes, não professam as mesmas ideias, crenças e opiniões.
Ou seja, ataca-se o outro muitas vezes apenas pelo que tem de diferente, e tantas vezes inclusive voltando-se para uma postura onde a força é o caminho para aquilo que se imagina ser a solução. O que, de fato, é um contra senso.
De outro modo penso que este é um período precisamos apresentar novas e criativas soluções, e cuja cautela será um requisito essencial para a implementação de estratégias, especialmente nas práticas políticas.

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Quero insistir que não podemos continuar a observar no cotidiano tantas sequências de ataques a minorias.
É verdade que o nosso país já criou importantes legislações, entre as quais me lembro da “Lei Maria da Penha”, que garante aspectos relevantes na defesa das mulheres. Mas estou convencida que é preciso ir muito além.
É necessário que as ações dos governos e da sociedade possam construir as condições que garantam um tempo de mais tolerância para todos e todas. E esta tolerância não será a resultante apenas de discursos bem elaborados.
As políticas públicas precisam fazer este debate para que, de maneira cada vez mais efetiva, possam garantir a ampliação dos direitos de uma cidadania de fato digna.

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